domingo, 19 de dezembro de 2010

MATA BORRÃO


Olha, já ouvi muito que de boa intenção o inferno está cheio. E a pintura das guias e sarjetas feita pela Prefeitura em algumas ruas do centro, como por exemplo a rua Floriano Peixoto, ficou “de matar”. A intenção deve ter sido a de dar uma aspecto de limpeza mas a “borreira” foi tão grande que ficou pior a emenda que o soneto. Parece até que alguém veio com um balde de tinta aberto, derramando na beira das calçadas. Tem hora que parece que estão tentando reinventar a roda.

AMOR X ÓDIO


É muito interessante a relação amor/ódio que orienta o comportamento de um torcedor, especialmente de futebol, mas torcedor esportivo de um modo geral, como basquete por exemplo. O cara que tem coragem de se tatuar com mensagens de eterno amor pelo seu time é o mesmo que no dia seguinte à uma derrota, vai para a porta do CT para agredir o seu (ex?)ídolo. O mesmo protagonista de imagens de arrepiar de emoção dentro do estádio ou ginásio com seus cantos e evoluções é capaz de agredir mortalmente outra pessoa, só porque torce para outro time. É fundamental reconhecer essa equação se você quiser participar da direção de uma agremiação esportiva. E se você não conseguir conviver com isso... Bom, é melhor cuidar de uma equipe de curling.    

A TOQUE DE CAIXA

Pode ser muita pretensão, mas algumas questões apontadas aqui em postagens anteriores têm ecoado de forma positiva, ou seja, acabam provocando uma reação. Basta ver que o cinema da FAC está passando por uma reforma no sistema de som. E que, ainda que de forma estabanada e na correria, reinstalaram os enfeites natalinos na Rui Barbosa.

domingo, 12 de dezembro de 2010

ELEFANTES


Fiquei sabendo que na semana passada alguns cidadãos de Assis, entraram com uma Ação Popular para responsabilizar os atuais gestores por conta do estado de abandono em que se encontraria o Parque de Exposições “Jorge Alves”, popularmente conhecido como FICAR, nome da feira agropecuária para a qual foi originalmente construído.

Como já me manifestei aqui anteriormente, essa situação é apenas o reflexo do pensamento político corrente de um passado não tão distante. Aquele em que o administrador, para ser julgado competente deveria “fazer”. O bom administrador público tinha que construir, não se importando a que custo. Cunhou-se nacionalmente até um absurdo “rouba mas faz”.

Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal, a partir de 2001, essa postura, passou a ser revista pelos administradores, uma vez que todo o gasto deve ser devidamente justificado e as penalidades passaram a ser mais severas.  

E é aí onde eu queria chegar. Mas se o administrador público tem sido desestimulado a se aventurar pelas obras ditas faraônicas, o que dizer dos verdadeiros elefantes brancos que foram ficando por aí, sem manutenção e fadados à ruína pela ação do tempo?

A própria FICAR é um bom exemplo disso: foi construída num arroubo de grandeza, tentando fazer consolidar uma feira agropecuária que nunca conseguiu se firmar na tradição regional para a qual foi originalmente sonhada e hoje, só para atender ao custo de energia elétrica, gasta-se o mesmo que um bom bairro populoso. Para a realização da feira, o sangramento dos cofres públicos inviabilizaria uma série de outros serviços essenciais.

E o que dizer do Centro Social Urbano, do Tonicão, do Marcelino de Souza, do Parque Buracão e do Horto Florestal, cuja área de lazer era tocada pela Prefeitura?  Sem repetir os prédios da área da cultura que foram objeto do comentário de semanas atrás.

Está estabelecido o dilema. Se os recursos para manter os grandes equipamentos urbanos estão escassos, mantê-los inativos e sem os devidos cuidados também trará prejuízos, ainda que a longo prazo, mas isso é inevitável.

Algo precisa ser feito e rápido. Afinal não temos nem o tempo nem a sorte de Roma que pode explorar o seu Coliseu ou o Fórum Romano e ainda lucrar. É isso aí.
O texto acima é a transcrição da coluna Opinião e Reflexão, vai ao ar  às sextas-feiras, durante o programa Rotativa Sonora da Rádio Difusora de Assis AM 1140 Khz (veja link ao lado). Para ouvir agora click no player abaixo:

PREVISTO


Como previsto aqui no post PRIVILÉGIO o Projeto de Lei que criava uma reserva de 10% das casas populares a serem construídas em Assis para os funcionários da Prefeitura, foi vetado pelo Prefeito. Veto aliás mantido pela Câmara de Vereadores. Aliás, foi o único veto do ano.

FORÇA

O Assis Basket acaba de completar um número que, se não for inédito, está muito perto. Não tenho (e nem gosto muito) de estatísticas e séries históricas e deixo isso para quem é especializado, como o Felipe Modesto e seu Gatilhaço, que, aliás previu tal situação antes do início do NBB#3, mas não me recordo de uma série tão indigesta. Zero vitórias e sete derrotas. É um momento de analisar os fatos com serenidade, já que as previsíveis opiniões passionais, naturais aos torcedores de praticamente todos os esportes, virão com força. E é só isso que o time precisa: força. Da diretoria, da comissão técnica, dos patrocinadores e principalmente da torcida.