domingo, 24 de outubro de 2010

ATCHIM... SAÚDE??


Essa semana fiquei sabendo de uma situação que a princípio não achei que fosse possível. Uma pessoa cujo filho, em idade escolar, reclamava de dores de cabeça e que não conseguia enxergar o que estava escrito na lousa. A conclusão do professor foi lógica, deveria passar por um exame de vista. Ao buscar o sistema público de saúde, da rede municipal, foi informado que as consultas estavam sendo agendadas para daqui a UM ANO. Isso mesmo, para outubro de 2011! Incrédulo, fiz alguns contatos para confirmar essa questão e ouvi de uma funcionária que esse era um caso específico, mas que consultas para especialidades teriam uma fila de média de três meses. Haveria dificuldades também com relação a exames laboratoriais básicos, já que o município teria “estourado sua quota”. Como poderia ser possível uma situação como essa?
O questionamento imediato é: qual a causa para esse estado de coisas? Falta dinheiro? Não é o que parece quando se analisa o orçamento destinado à Secretaria da Saúde para 2010 em comparação ao ano passado. Houve um aumento de mais de R$2.500.000,00 passando de pouco mais de R$ 31.400.000,00 em 2009 para mais de R$ 33.900.000,00 para 2010! Portanto não houve corte de verbas...
Nem era para ter havido já que nenhuma nova unidade de atendimento foi aberta nesse ano. Ao contrário, segundo consta, as unidades têm atendido com uma carga horária até menor.
Faltam médicos na rede pública? Aparentemente não. Falta apenas organização.
Agora, se você está achando essa história absurda, prepare-se: pouca gente sabe mas Assis tem uma Lei Municipal, de nº 4607/2005 a qual determina expressamente em seu artigo 1º. que “Todas as consultas médicas especializadas em Estabelecimentos de Saúde da Rede Pública ou conveniada deverão ser agendadas e atendidas no prazo máximo de trinta dias.” O prazo é o mesmo para a realização de exames assim como as internações devem ocorrer imediatamente quando encaminhadas.
E você sabe o que é pior? É, ao contrário do que disse o palhaço campeão de votos, pode ficar pior sim! O incompreensível nessa coisa toda é que um dos autores da tal Lei que vem sendo descumprida é exatamente o vereador licenciado e atual Secretário da Saúde, o Dr. Eduardo de Camargo Neto!
É simplesmente inaceitável que isso venha a ocorrer. E nessa altura do campeonato justificar a ineficiência com a velha tese da “herança maldita” é no mínimo falta de argumentos.
Se a administração como um todo não pode ficar estagnada, a Saúde em particular é área de prioridade máxima.
Que falte dinheiro para tapar os buracos ou concluir obras é até compreensível, ainda que apenas em situações extremas, mas levar a Saúde à tal condição de indigência é motivo para ampla indignação.
Ainda mais quando sabemos que o Chefe do Executivo Municipal é da área médica. Bom, mas isso é outra história. É isso aí!
O texto acima é a transcrição da coluna Opinião e Reflexão, que vai ao ar as sextas-feiras, durante o programa Rotativa Sonora da Rádio Difusora de Assis AM 1140 Khz (veja link ao lado). Para ouvir click no player abaixo:

O QUE VALE É A INTENÇÃO

Inaceitáveis os argumentos do Sr. Presidente quanto à agressão ao candidato José Serra no Rio. Usou sua rota imagem midiática para propalar que Serra tinha sido atingido por apenas uma “bolinha de papel”, fato que foi constrangedoramente desmentido em rede nacional. Seria constrangedor se ele tivesse capacidade de se constranger, o que notoriamente já perdeu, se é que algum dia teve. Ainda que as imagens mostrem que o bólido contundente foi outro, o que deve ser analisado é a intenção da ocorrência. Os milicianos do PT se dirigiram de modo a impedir a manifestação pacífica da caminhada, trazendo à tona, e o que é pior, à cena da mídia nacional, seus mais comezinhos princípios antidemocráticos. Chaves deve ter vibrado.

IDENTIFICAÇÃO


É impressionante o número de Ações por Improbidade Administrativa que foram proposta a partir de 2009 contra o atual Prefeito de Assis Ézio Spera e sua administração. Agora entendo quando os discípulos de Mercadante dizem que ele “está cada dia mais perto do PT”. 

DE TRÊS

As vésperas da estréia no NBB 3, a Diretoria do Assis Basket tem se movimentado. Pelo menos dois novos jogadores devem chegar para se integrar ao grupo que disputa o Paulista 2010. Com as dificuldades naturais de encontrar patrocínio a equipe adotou um grupo mais jovem e que já deixou como marca a garra e a vontade, apesar de em alguns momentos deixar transparecer um pouco da inexperiência. Os ajustes para a disputa da elite nacional são naturais e pelo que se vê, buscam trazer um pouco mais de maturidade e portanto equilíbrio ao grupo.

DIVERSIDADE ESPORTIVA

É certo que Assis tem se firmado no cenário esportivo como a terra do Basket, e o público que fielmente comparece às dependências do Jairão é prova disso. Mas temos também um ciclismo de renome nacional e as demais modalidades que se sobressaem sazonalmente. Mas já podemos dizer que temos representação destacada nos esportes ditos ‘radicais’ como o motociclismo off-road. Todo final de semana (e as vezes durante a semana), quase uma centena de motociclistas locais se reúne e se distribui pelas mais diversas trilhas da região de Echaporã. Destaque para os PikaTrilhas, do qual esse escriba modestamente faz parte. Veja as fotos abaixo.

Para fazer download clique na foto.

sábado, 16 de outubro de 2010

VAI E VEM


Li na semana passada, em um dos jornais da cidade, uma matéria com o Presidente do Sindicato dos Motoristas de Assis, onde ele dizia que a profissão de caminhoneiro autônomo está se extinguindo, já que os custos do exercício da profissão teriam subido muito, o que tem motivado esses motoristas a trabalharem como empregados em empresas de transporte. Citou como uma das causas principais o preço dos pedágios. O assunto é recorrente e esteve no centro do palco nas eleições para o governo do Estado e continua na de Presidente. Uma das melhores respostas a essa questão foi dada pelo atual Governador Paulista Alberto Goldman que não sei se com as mesmas palavras falou: “se o pedágio nas estradas paulistas é um roubo, nas federais é latrocínio, pois é roubo seguido de morte”.Nas rodovias paulistas a qualidade é de padrão internacional e a segurança atual, comparada com a de outrora é infinitamente maior. O que não ocorre obviamente nas rodovias federais.
Posso falar com algum conhecimento de causa sobre as rodovias, pois viajo de duas a três vezes por semana, invariavelmente de carro e posso dizer que criticar os pedágios é muito fácil, e dificilmente alguém terá uma palavra final sobre o assunto.
A verdade é que o pedágio é uma tarifa tributariamente JUSTA. Isso mesmo, justa, porque paga apenas quem USA a estrada! Parece óbvio não é? Mas injusta é a cobrança do IPVA, Imposto sobre a PROPRIEDADE de Veículo Automotor. Você que possui carro ou moto sabia que do valor que paga anualmente 50% vai para o município e os outros 50% vai para o Estado? Quanto a quota do município é fácil entender sua utilização, pois esse recurso é basicamente o que ajuda a bancar as despesas com a execução de novas ruas e a manutenção das existentes. Mas e o dinheiro que vai para o Estado? É para manter as rodovias estaduais certo? E se você tem um carro ou uma moto e não viaja, não usa as rodovias, porque pagar? Entendeu agora? Com o pedágio quem usa todo dia, paga todo dia, quem eventualmente usa paga de vez em quando e quem não usa, não paga. Isso é justiça tributária. O principio é que quem usa mais a estrada é mais responsável por seu desgaste e portanto ajuda em maior proporção na sua manutenção enquanto que quem usa pouco se responsabiliza por menos. Mas o problema é que pedagiaram as estradas e não baixaram o IPVA. Aí sim, é que reside a injustiça. Na minha opinião o IPVA deveria ser reduzido à metade, ou seja, apenas à fração do município. Quanto ao valor dos pedágios, esses deveriam ser melhor analisados e ter definidos critérios objetivos para o custo final. Mas isso é outra história. Essas idéias não chegaram nem perto de serem discutidas nessas eleições. E quer saber? Nem serão discutidas tão cedo...  É isso aí.
Se você não ouviu a coluna Opinião do dia 15/10, durante o programa Rotativa Sonora, na Rádio Difusora de Assis, 1140 Khz, ao meio-dia (veja o link ao lado e ouça a radio ao vivo),  click no player abaixo:

VIRADA PAULISTA

Na luta acirrada pela vitória no 2º. Turno, o Democratas de São Paulo convocou, junto com o PSDB, todas as lideranças do Estado para uma reunião na quinta feira retrasada (07/10). José Serra, Geraldo Alckimin, Aloysio Nunes e Gilberto Kassab definiram os planos para a virada histórica que pode ocorrer em 31/10. Estiveram presentes o Vice-Prefeito João Rosa e o Presidente do Diretório local Eduardo Homse. 
O Prefeito de Assis, do DEM, não foi convidado.

BICO


Depois da divulgação dos Prêmios Nobel de 2010, lembramos a falta de um. Deveriam dar um para o gênio da Federação Paulista de Basquetebol que criou a fórmula de classificação do Campeonato Paulista Masculino Série A1 2010. Só ele entendeu.

ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO

Os meios políticos locais estão embasbacados. As informações sobre quem pagou as despesas de um carro de som que circulou durante a campanha de deputados promete dar muito o que falar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

NA TRAVE

Encerrado o primeiro turno das eleições 2010, e com ele a fase de escolha dos Deputados Estaduais e Federais, fica um questionamento: o que muda no cenário político da cidade de Assis? A resposta obviamente não é simples assim, uma vez que esse assunto não se resolve como se existisse uma chave liga/desliga.
Mas arrisco a responder que não mudou NADA! Assis sai do processo eleitoral exatamente do mesmo jeito que entrou, ou seja, apenas com um suplente a deputado estadual. Assim como em 2006 Camilo Gava tornou-se primeiro suplente, já que lhe faltaram pouquíssimos votos para garantir uma cadeira na Assembléia Legislativa Paulista, desta vez o candidato João Binato foi vítima do mesmo destino, ficando muito perto da eleição, mas tendo que se contentar com a primeira suplência.
            Tal constatação nos leva a outra pergunta, talvez de resposta mais complexa ainda: quem são os responsáveis por tal situação. Já li na mídia impressa que o responsável seria o eleitorado assisense, que teria preferido os candidatos ditos “de fora” já que, somados todos os demais candidatos, estes teriam mais votos que os candidatos “da terra”. Esse é, efetivamente um ponto de vista forte e que tem um suporte inquestionável: a frieza da matemática.
Outra corrente prefere atacar o fato da multiplicidade de candidatos locais, defendendo que se houvesse um consenso sobre um nome, o resultado fatalmente seria positivo. A premissa está correta, mas esbarra num dos pilares da democracia que é a liberdade de votar e ser votado. Além de nos remeter a outro questionamento sobre quem seria o “escolhido”. É um impasse que se apresenta logo de cara.
E a resposta à primeira pergunta é: Assis deixou muito clara a fragilidade de sua política como um todo. Estamos carentes de liderança. Liderança no sentido de aglutinação, coordenação e articulação, buscando obviamente o melhor para a cidade. Falta-nos um líder político com posições certas e definidas, razão primordial da existência dos partidos. Política é lado. Política é grupo. Enquanto não tivermos uma figura que preencha tais características continuaremos assim, batendo na trave. É isso aí...
O texto acima é a reprodução da coluna Opinião que a partir desse dia 08 de outubro, apresentarei pelo menos uma vez por semana, durante o programa Rotativa Sonora, na Rádio Difusora de Assis, 1140 Khz, ao meio-dia (veja o link ao lado e ouça a radio ao vivo), com minha opinião sobre assuntos variados do cotidiano. Se quiser ouvir o aúdio dessa gravação click no player abaixo:

A VOLTA

Espero tenham observado que esse espaço ficou inativo por quase um ano. Foram exatamente 356 dias. Poderia dizer que resolvi tirar um “ano sabático” ou que não tive tempo para manter as postagens, mas não foi exatamente isso. Dei esse tempo porque não estava satisfeito com o que estava escrevendo e porque esperava algumas mudanças nas coisas a minha volta. As coisas não mudaram e eu sei que vou continuar me auto criticando, mas deu vontade de retomar esse canal e assim eu vou voltando, enquanto tiver assunto e alguém que eventualmente possa dar uma passadinha por aqui. Vamos ver até quando.

sábado, 17 de outubro de 2009

NÚMEROS


Apesar da importância do acontecimento, a população de Assis tem, muito pouco ou quase nada participado ou acompanhado as discussões sobre a renovação do contrato da Sabesp, que vence agora em 2010. Os únicos sinais visíveis de tal preocupação são a audiência pública que ocorrerá no próximo dia 21/10, na Câmara Municipal e a intensa campanha publicitária que essa concessionária tem feito em toda a mídia local. Salta aos olhos o empenho em colocar-se para a população, dada a qualidade e a quantidade de tal publicidade. Não se trata aqui de abordar a questão da qualidade da prestação de serviços por parte da Sabesp, que, considerando-se a condição geral do saneamento básico no Brasil, está muito acima da média. Ainda que não precise ser um especialista para verificar que não temos 100% de esgoto tratado (você já desceu o Córrego Fortuna, abaixo da Estação de Tratamento de Esgotos?), acredito que a qualidade é satisfatória. Mas existe outro aspecto que precisa ser abordado e até agora não se ouviu nada a respeito. Vamos falar de números. A Sabesp arrecadou nesse mês de setembro/09 na cidade de Assis, algo em torno de R$ 2.850.000,00. Considerando esse valor, temos que em um ano a arrecadação projetada seja de R$ 34.200.000,00. Levando-se em conta que a ‘renovação’ que está sendo discutida será por 30 anos e projetando um crescimento vegetativo de 1% ao ano - o mínimo que se pode esperar – chegamos ao valor, em dinheiro de hoje, de R$ 1.189.643.290,44. Guarde esse número porque poucas vezes você vai ouvir falar em negócios desse porte. Isso mesmo quase um bilhão e duzentos milhões de reais. Questiona-se: qual será a contrapartida? Os números que estão sendo cogitados, em obras de infra estrutura, ficam abaixo de 2% desse valor. E não nos esqueçamos que, ainda que tenham sido feitos investimentos na rede de saneamento do município, nada foi pago pela concessão em 1980. Portanto, é preciso muita cautela para assumir qualquer posição – favorável ou contrária – à renovação, mas é fundamental que os valores envolvidos sejam expostos de forma clara e sejam considerados quando das discussões públicas que estão só começando. É isso aí...

CENAS URBANAS

O guitarrista dos Titãs, Tony Belloto se lembrou de Assis mais uma vez em sua coluna eletrônica para a veja.com. A cidade onde passou a infância e parte da juventude, aliás, é tema recorrente de suas crônicas. Vale uma clicada.
http://veja.abril.com.br/blog/cenas-urbanas/viagem/trens/

MUDANÇAS

Assim como o tempo, a política produz mudanças bruscas e inesperadas. Às vezes provocam apenas um chuvisco. Às vezes provocam verdadeiros tornados. Tem trovoada no horizonte.

domingo, 4 de outubro de 2009

ESTRATÉGIA

Algumas manobras estão sendo identificadas visando neutralizar os efeitos da legislação eleitoral, que determina que o mandato é do partido. Não deve funcionar.

FIEL?

Devem ocorrer mudanças na configuração partidária da Câmara de Assis. Resta saber como fica a questão da fidelidade partidária.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

BRASIL OLÍMPICO


Acabei de assistir o pronunciamento do presidente Lula, ao vivo de Copenhague, defendendo a candidatura do Rio de Janeiro à sede das olimpíadas de 2016. A demonstração de que esse nosso ‘patropi’ já está merecendo sediar um evento dessa magnitude, foi muito bem colocada. Apelou até para nossos ‘hermanos’ da América do Sul, vez que esse continente nunca teve a possibilidade de receber os jogos olímpicos. Nesse exato momento ainda não sei se a candidatura do Rio foi vitoriosa ou não. Como apaixonado por esportes, não posso negar que gostaria de ver os jogos acontecendo no Brasil. Mas os acontecimentos recentes deixam sempre aquela sensação... O que faz um país que não consegue realizar um mero exame para avaliação de seus estudantes do ensino médio ter a pretensão de organizar um evento desse porte? Assistimos passivamente o cancelamento do Enem, após as mais diversas desculpas e com uma certeza intrínseca de sua provável inviabilização futura, dada a dúvida que sempre irá pairar na cabeça dos jovens sobre a lisura do processo. Por mais que nos esforcemos, sempre haverá o  questionamento se as questões vazaram ou não... Por isso, o sentimento que nos assola nesses momentos é aquele de descrença, de que todo esse ufanismo é apressado, mal colocado, contraditório. Espero sinceramente que o Rio venha a sediar os Jogos. Que os efeitos positivos possam ajudar a melhora a imagem da Cidade Maravilhosa e do Brasil. Lembra da Rio Eco 92? Do Pan de 2006? Por falar nisso, alguém sabe das prestações de conta do Pan? Pois é...É isso aí...